Viaje O Mundo Agora

23/11/2018 Travel

Faz dois anos que algo dentro de mim gritou com tanta força que enlouqueceu o silêncio constrangedor da minha zona de conforto. Bati o pé na porta, arrumei minhas malas e virei as costas para a vida que levava com a mesma maestria que um labrador cai na piscina… Nenhuma! Dizer isso pode parecer descolado, mas na vida real é assustador. Foi necessária resiliência em doses cavalares. Vezenquando fitava minha própria mente e vinha percebendo que tudo que surgia para me deixar agitada eram questões sobre saudade e controle. E elas me impediam de evoluir.

Uma vez, num despretensioso Café, uma amiga me disse que nos dias atuais tememos viver o tão necessário luto. Luto de uma carreira que não deu certo, de um filho que não tivemos, da despedida antecipada. Luto das expectativas que precisaram ser silenciadas à força dentro de nós.

Aí entrou o meu primeiro aprendizado. Eu, criada por mulheres fortes e impetuosas, precisei enxergar os resultados do feroz instinto de abrir mão do próprio tempo, do impulso de sempre cuidar e remendar. Passei muito tempo sozinha, fiz um mapa do caminho, me via perguntando com frequência: “essa escolha será benéfica para alguém a longo prazo?”. E foi assim que me vi grata pelas despedidas que me trouxeram a esse momento.

Cresci. E uma hora a poeira abaixou, o luto partiu. E nessa intensidade gigantesca de entrega e transformação em que vivia, veio o meu segundo aprendizado. Li numa crônica que “por mais que a gente tente se distanciar, existe uma emoção irremovível que nos liga a seres humanos especiais para nós”. Há lá fora uma multidão de pessoas adoráveis que lida com grandes dificuldades, todos os dias, mas elas também requerem cicatrização de antigas fases. Eu mesma conheci uma anos atrás, e me apaixonei. Mas se a gente tem garantias por ou com isso? Mesmo se as tivéssemos, não adiantaria usá-las como documento de cartório para exigir coerência. Portanto, deixem que as energias fluam, tirem seus sabáticos anos, busquem seu “enlightenment“, digam o quanto alguém te traz paz. Às vezes, a delicadeza é premiada. O mal do século se tornou ter todo o mundo, mas não ter ninguém, nem a si mesmo.

Eu te/me peço: não se perca pelo caminho.

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