Jéssica No Mundo: México

23/11/2018 Travel

México: minha primeira viagem para o exterior e fui…Sozinha! Já era acostumada a viajar de tal forma, mas para outro país, foi uma experiência desafiadora.

Para planejar a viagem acabei comprando os passeios principais que eu queria fazer aqui no Brasil. Como iria sozinha e era minha pela primeira vez para fora resolvi comprar a passagem, hospedagem e 2 passeios por agência de viagem. Assim teria um representante durante a viagem e isso me deixou mais tranquila.

Fui para Cancun em Agosto de 2018. Escolhi não ficar em resort, pois meu foco era conhecer o máximo de lugares possível. Foram 9 dias de viagem (o que é muito pouco para o México, pois aquele país é riquíssimo) e ficou faltando muita coisa para ver. Ah! Fiquei em um hotel que tem a opção de hospedagem estilo hostel e que fica no centro de Cancun.

Pontos positivos: muito mais em conta que ficar em resort. No centro tudo é mais barato, a noite tem uma feirinha de “comidas corridas” que você consegue comer bem por 50 pesos, conhecer a comida local e, para quem gosta de lembrancinhas, fica bemmmm mais em conta que os presentinhos perto da parte turística. Porém, fique longe de tudo que tenha o molho chamado Mole: um molho feito de cacau e que não tem nada a ver com chocolate.

Ponto negativo: longe das praias públicas, porém tem ônibus lá perto e é muito fácil de usar. Todos os passeios de agência saem da zona hoteleira, então sempre tinha que ir para algum lugar para pegar o transporte dos passeios.

Praias: você pode entrar em qualquer praia em Cancún, mesmo nas que ficam em frente aos resorts. As praias são publicas e as pessoas não podem te impedir de entrar, todavia, às vezes, você precisa “lembrar” os funcionários sobre isso, então pode ser um pouco chato frequentar tais praias.

Existem praias mais afastadas que são consideradas públicas, em uma delas inclusive tem um letreiro de “I love Cancun” para tirar foto (se você tiver paciência de esperar a fila gigante). Todas têm barraquinhas iguais as do Brasil e foi lá que andei de parachute e tive o privilégio de ter uma visão panorâmica da cidade.

Playa Delfines

Na época do ano que eu fui, tinha muita alga na praia e perto dos resorts a água ficava mais escura ainda e em alguns lugares chegou a ficar com cheiro ruim, mas na playa Delfines tem vários pontos bons para banho.

Transporte em Cancun: não tem Uber! Eu levei um susto quando descobri isso! Tem táxi, porém não tem taxímetro, os valores são combinados antes. Daí, o choro é livre: pode chorar e falar que pegou o mesmo trecho por valores mais baixos porque do contrário você vai pagar 100 pesos para ir na esquina. Mas o que recomendo mesmo é ônibus, principalmente se você for para as praias públicas. Ônibus lá é tranquilo e bem fácil de entender as rotas. Eu basicamente só usei o ônibus R1, ele passa por toda a zona hoteleira, e para voltar você só tem que atravessar a rua e pegar ele do outro lado. Você compra a passagem direto com o motorista e eles te falam onde descer. Eu sempre uso o Google maps para saber onde estou e não me perder (muito). Bom se você não está sozinha e principalmente tiver intenção conhecer outros lugares tem a opção de alugar carro também.

Internet: Eu, como disse, uso muito o Google maps e claro que queria dar uma de blogueirinha e postar tudo no Instagram também, então uma das primeiras coisas que fiz foi comprar um chip lá. Muita atenção marinheiras de primeira viagem: não usem os dados móveis da sua operadora do Brasil, pois você vai levar um susto quando chegar sua conta! Bom, a internet deles é péssima, compre logo o pacote com mais minutos para que o barato não caro. O chip e a primeira recarga ficaram mais ou menos 150 pesos, mas durou 1 dia e meio apenas. O WhatsApp era ilimitado, o que me salvou, já que a esperta aqui não estava com o endereço do hostel por escrito e teve que pedir socorro para os amigos no Brasil (hehehehe). Vários lugares têm wifi, inclusive em alguns ônibus de passeios. Então fica a dica: não gaste sua rede de dados se tem wifi no lugar!

Dinheiro: Aconselho levar dólar. Levei a maior parte do meu dinheiro em dólar e uns 400 pesos mexicanos apenas, o que foi bom, pois eu pude comprar o chip, ir almoçar, me situar no local, mas depois troquei o dinheiro.  Na época que eu fui 1 dólar estava 3,95 reais; 1 real estava 0,25 pesos e 1 dólar eu trocava lá no México por 17,50 ou 18 pesos, o que dava a diferença de quase 2 pesos em relação aos valores do Brasil. Outra dica: pague em pesos tudo que você puder pagar em pesos porque os estabelecimentos que aceitavam dólar normalmente convertiam dólar para peso por um valor bem mais baixo. Exemplo: o ônibus era 12 pesos, se você fosse pagar em dólar seria 1 dólar e eles não voltavam troco. Atenção marinheiras de primeira viagem: habilite seu cartão de crédito para internacional ANTES de viajar e use o mínimo possível por que você vai pagar taxa (IOF, que normalmente é 6%). Certifique-se com seu banco se eles cobram o valor do dólar do dia da compra ou do dia que fecha a fatura para não ter surpresas. Quanto levar: isso vai depender do tipo de passeios que você quer fazer, do seu estilo de viagem, onde você come, se compra lembrancinha para todo mundo da família, do tipo de transporte que vai usar, etc etc etc.

Passeios: Sou dessas que sai às 6h da manhã e volta às 22h da noite morrendo de cansada! Na época que planejei a viagem eu estava um pouco apertada e como a agência que fechei tinha a opção de parcelar no boleto, resolvi comprar os principais passeios (aqueles que não poderiam faltar de jeito nenhum) aqui no Brasil mesmo. Depois, as coisas se desenrolaram bem no trabalho e eu consegui fazer vários passeios extras bem legais. Pesquisei muito os valores dos tours com transporte e vi que a diferença entre comprar lá e comprar no Brasil não era grande, na verdade alguns eu dei uma economizada. Claro que estou falando em passeios em grupos…

Passeios principais que para mim não podia faltar:  as Ruínas de Tulum e Chichen Itza.

Ambos podem ser feitos de forma independente, sem agência, e o valor da entrada nos sítios arqueológicos não é alto. Você pode pegar um carro e inclusive fazer Tulum e Chichen Itza no mesmo dia (não recomendo, pois ambos são grandes e quase não tem sombra, o que torna o passeio muito cansativo). Porém,  entrando de forma independente você não terá guia dentro do sitio arqueológico. Eu tive a sorte de pegar guias muito bons que enriqueceram bastante meu passeio! Ou seja, ambas as formas de visita, sozinho ou com agência, tem seus pontos positivos e negativos.

Já o tour para as ruínas de Tulum era um passeio de dia inteiro. Pela manhã, iríamos até elas e, à tarde, para Xel-Há com retorno para Cancún apenas no fim do dia.

Em Tulum ficava uma das maiores cidades comerciais Maia, era uma cidade murada construída sobre uma falésia de 12 metros de altura, considerada um centro comercial muito importante para o povo.

Lá é bem grande, tem templos lindíssimos e a vista é de tirar o fôlego! Se você der sorte de pegar um bom guia ou se for do tipo que estuda antes sobre os lugares que vai visitar, sem dúvidas irá aproveitar.

Os Maias, além de ótimos construtores, eram incríveis astrólogos e astrônomos, e um exemplo disso é o Templo daqui que, no Solstício de Verão deles (21 de dezembro) às 5 da manhã, o sol passa exatamente dentro dessa portinha.

No meu pacote para Tulum incluía o passeio para o parque Xel-Há, um parque aquático all inclusive com muitos restaurantes, bebidas à vontade e várias atrações como: nado com snorkel, tirolesa e um tobogã sensacional com vista esplêndida! E só para deixar bem claro, caso alguém não tenha entendido, que além de marguerita livre você podia também comer churros à vontade (tipo open de churros, você está entendendo o que é esse lugar para um taurino? Minha mãe que não me escute, mas comi muito e fui nadar #nãomorri).

Já o passeio para Chichen Itza incluía o cenote de Ik Kil. Esse passeio fiz com um guia que falava português e ele era muito bom! Também é um turismo de dia inteiro.

Como foi? Primeiro fomos para Ik Kil. Os cenotes são poços de água doce e cristalina muito profundos, que eram as fontes de água para o povo maia, onde alguns eram usados também para sacríficos.

Para entrar no cenote você não pode estar com nenhum produto químico no corpo, então é obrigatório passar por uma ducha e tirar todo protetor solar, creme e afins. Eles alugam armários para guardar suas coisas e alugam colete salva vidas. Eu não peguei colete, mas tem uma corda com bóias na água caso você se canse de nadar. Como a água é doce, a flutuabilidade é menor que no mar.

Almoçamos em um restaurante típico da região que tinha danças folclóricas. Depois, ids para Chichen Itza!

Chichen Itza quase não tem sombra e, no calor do México, isso pode ser um problema. Ou seja, não esqueça o protetor, boné, sombrinha e água, muita água.

O que dizer de Chichen Itza? Simplesmente incrível! Não é à toa que esse lugar é uma das 7 Maravilhas do Mundo.

Fica mais que claro o conhecimento de engenharia, acústica, astronomia e astrologia desse povo incrível. Fiquei completamente apaixonada! Não vou me delongar nas explicações sobre o lugar, simplesmente visitem, pois é incrível! Sei que usei muito incrível, mas falta palavras para expressar (rsrsrs).

Além de todas essas belezas eu tive a sorte de viajar em uma época muito especial no México. De junho a setembro o golfo do México recebe uma visita ilustre: os tubarões baleia. E é possível nadar com esses animais gigantes, lindos, dóceis e maravilhosos.

Eu contratei esse passeio em Cancun, mas não foi muito fácil achar quem o fazia. Como o foco da maioria das pessoas que ficam em Cancun é o resort lifestyle e, no máximo, os passeios para os centros arqueológicos, torna-se um pouco mais complicadinho encontrar turismo diferenciado. But, já em Isla Mujeres, em cada esquina tinha anúncio de passeio para nadar com os tubarões baleia (inclusive em Isla o passeio é mais barato do que em Cancun).

Não foi barato, porém valeu cada centavo. Os animais estão livres, em alto mar. OBS: Existem leis para a proteção e para tentar minimizar o risco de estresse do animal, ok?

Após o mergulho com os tubarões fomos para a costa da Isla Mujeres. Lá estava com bem menos algas e eu me apaixonei pelo local! Tanto que voltei no outro dia e fiquei mais 3. Ainda queria mergulhar com cilindro e conhecer o museu subaquático.

Para ir de Cancun para Isla Mujeres você pega um ferry boat (não é muito baratinho, mas tem vários horários, inclusive para noite) e seu bilhete de volta vale por até 6 meses, caso você  – assim como eu – se apaixone pela ilha e queira ficar mais tempo por lá.

Fiquei em dois hostels: no Balu e no Poc-na. Ambos são party hostel e eles têm uma estrutura ótima. O Poc-na é o mais antigo da América Latina e a dona dele é brasileira.

Na ilha fiz mergulho com cilindro. Fui no Musa, museu subaquático, e em um recife. Outro passei que não é barato, ainda mais que na época eu não tinha certificação de mergulho, mas também valeu cada centavo. A diferença de preço para quem tem certificação e para quem não tem é de 50 dólares mais ou menos, mas tem sua razão de ser, já que o instrutor te dá uma aula muito completa com exercícios.

Foram nove dias intensos, incríveis e maravilhosos e ficou muita coisa por ver ainda. Afinal, foi só um gostinho do México.

Última dica: tem ainda Las Coloradas em Mérida, que é um lago rosa cheio de flamingos e crocodilos, tem Belize, tem Bacalar, tem ilha de Cozumel, Playa del Carmen e por aí vai! Ah! E isso porque estou citando apenas a parte costeira do México.

 

1 comentário

  • comentou em

    Ai que linda 😍
    Apaixonada.
    Obrigada por postar minha história 😘😘😘
    Me sentindo muito blogueirinha.
    Jaja teremos historinhas juntas ❤

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