Como Lidar Com Um Romance De Viagem?

23/11/2018 Travel

“Como lidar com um romance de viagem?”. Uma amiga perguntou.

Dias atrás, uma das minhas melhores paixões de trip estava no Rio. Foi um encontro tão casual que poderíamos ter nos esbarrado em Bangkok ou Déli que a surpresa em nossos rostos seria a mesma. Lá estávamos de novo, a apenas uma Heineken gelada de distância. Faziam 2 anos que não o via. e foi esclarecedor, muito porque eu fui honesta comigo.

Lembrei que ele não estava quando adoeci, física e emocionalmente. Que ele não estava quando meu pai enfartou. Nem muito menos quando eu precisei desabafar, Ou desabar. Afinal, ele (e tantos outros) não-estava. Você me entende?

Te explico melhor.

Amores de viagem são espasmos em forma de paixão e, com isso, referimos àquela sensação de oportunidade perdida, à um amor eterno. Cruzar com uma pessoa no café despretensioso em Zurique, vendo a neve cair do lado de fora, pode ser uma situação adorável para se apaixonar. Mas com o tempo, o amor também cobra, com juros e correção.

Vem a rotina, a escolha de quem vai passar a noite em claro, já que o primeiro filho tem cólicas na madrugada, o mau humor após um longo dia no trabalho sem graça que só serve para complementar nas contas da casa, e (ainda assim) lidar com a falta de grana para conhecer àquela praia paradisíaca que seu casal de melhores amigos acabou de mandar fotos. Vem o sexo meia-boca, a perda da paciência.

Vem também a noção de que vocês não se conheciam.

Amores de viagem muitas vezes são breves momentos. E momentos são momentos, ninguém cria vínculo só com isso. Me desculpe se meu tom é duro até aqui, mas se não houver um mix de vontade e companheirismo, com pitadas de sorte, não há nada. Nunca houve nada. E o que queremos – no fundo -, dá um trabalhão, mas nem todos estão dispostos.

Não trocaria um amor de domingo, que hoje me soa mais parecido comigo, pelos meus amores loucos de sexta-feira. Tenho um carinho enorme por cada um deles, mas não são mais quem sou.

O domingo é netflix com ar condicionado, só para usarmos o edredom da cama. É o “eu só espero que o domingo, como meu próximo amor, nunca acabe. mesmo que eu saiba que, no final, tudo sempre acaba.” Assim como foram as minhas melhores viagens.

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